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Olá companheiros de plantão !
Meu cárcere semi-forçado está prestes a me prestigiar com a limitada liberdade, e então esse blog irá sacudir a poeira e voltar a ativa de verdade.
Só para não ser dada como total desaparecida vou fazer um post rapidinho hoje.
Eu vou fazer uma pequena reflexão a respeito de um filme que eu assisti essa semana, no sábado a noite (12/12), Cidade do Silêncio,com Jennifer Lopez e Antonio Bandeiras. Um resumo rápido do conteúdo do filme: Uma jornalista estadunidense, Lauren ( Jennifer Lopez)é convocada para ir até a cidade de Juarez, localizada na fronteira com o México, na intenção de descobrir o responsável por uma série de assassinatos( as vítimas, estimadas em 5000, na contabilidade real porque o número divulgado pelas autoridades era por volta de 375, eram mulheres, funcionárias de empresas de montagem de eletroletrônicos, componentes do processo de Livre Comércio ALCA) que estão assolando a cidade já há algum tempo. Chegando lá ela pede a ajuda de um velho amigo,  também jornalista Diaz ( Antonio Bandeiras) dono do jornal O sol de Juarez, jornal que denuncia toda sujeira por trás dos contratos industriais,  enfrentando toda máfia oculta e escondida por trás dos interesses políticos, para levar a verdade às pessoas. Quando chega a Juarez a jornalista conhece uma das vítimas que conseguiu escapar com vida do ataque e se alia a ela para descobrir a verdade e promover a prisão dos responsáveis. Vale salientar que o filme ´baseado numa história real.
Com o conhecimento prévio e superficial do roteiro do filme, vamos a sua análise político-sociológica, as entrelinhas ( que não são tão entrelinhas assim).
A grande história desse filme é a denúncia de como se instala e como se desenrola as negociações para estabelecer uma grande empresa em um país subdesenvolvido e tudo que é feito para alcançar o êxito dos negócios, além de mostrar todo jogo político por trás disso, ou seja, seus custos.
Apresenta a falta de segurança e a negligência, ou melhor descaso, com as condições de trabalho dos funcionários. O filme mostra uma cidade abandonada pelo bom senso da lei, apenas para não exteriorizar as condições deprimentes ocasionadas pela instalação das fábricas, já que o objetivo é expandir o acordo de livre comércio para a America Latina. Afinal, imagem é tudo não é mesmo?
O filme ainda salienta como trabalha conjuntamente poder econômico e poder coercitivo e como a lei é usada para beneficiar a dominação de alguns sobre a maioria pobre. Uma combinação que instaura um regime ditatorial capitalista mascarado, o que pode ser observado nos impedimentos de liberdade de expressão e exploração da camada pobre para encaminhar a cidade rumo ao "desenvolvimento". Há, no filme, um relato feito por uma das personagens( a menina atacada) que pode passar despercebido por alguns, mas que indica muito: a desapropriação das terras indígenas e o encaminhamento dos seus habitantes para frente de trabalho nas indústrias da fronteira. Uma maneira muito conveniente para empresários e Estado, numa ajuda mútua, num trabalho conjunto, de fornecer e encontrar , respectivamente, mão-de-obra barata.
Entre os envolvidos nos crimes haviam pessoas componentes de famílias tradicionais e importantes do México, filhos de empresários, que se uniam através de  por um voto de silêncio e beneficiamentos econômicos. Como diz a própria jornalista ( Jennifer Lopez) é tudo por causa do dinheiro. A omissão tem seu motivo repousado no dinheiro, mas as motivações para os crimes, me pareceu que, repousa simplesmente na falta de emprego da lei; o motivo foi a ausência de um receio de ser punido,  a certeza de que por ter o poder econômico- e via de regra o político, tudo lhe é subornidado.
É claro que inicialmente a matéria escrita, contando a história da índia funcionária da fábrica vítima desses impulsos sórdidos de alguns homens inescrupulosos não é publicada. Governadores, e outros membros da política estadunidense não permitem que seja maculado o sonho americano de exercer domínio em toda a América ( antigo por sinal, afinal todos se lembram do lema, "América para os 'Americanos' "! - Governo de Theodor Roosevelt- 1901-1909- Doutrina Monroe ). Insatisfeita, por ver  todo seu trabalho negado diante de conveniências governamentais, e diante de apelos das pessoas próximas desesperançosas com alguma manifestação justa da justiça ( que pode até parecer redundante, mas nós sabemos que não é, não mesmo, infelizmente) Lauren  não desiste.  Perde seu amigo  Diaz, que é assassinado, vítima de um atentado, vê a prisão de um dos envolvidos, a morte de outro, e a ininterrupta morte de mais mulheres mexicanas sem que ninguém seja responsabilizado. Ela vê a história se repetir como uma história sem fim, insolúvel. Então, larga seu emprego em Chicago e assume o Sol de Juarez no qual irá prestigiar o amigo morto dando continuidade a seu desejo de socializar a verdade e de tentar fazer diferença.
O filme relata abertamente como e quem paga a conta do "desenvolvimento". É um filme muito interessante que nos oferece um instrumento muito bom de análise do capitalismo selvagem que se deseja implantar no mundo e também em como o ser humano é capaz de tratar seu semelhante. Todo jogo de poder e todo esforço de exercer dominação nos proporciona uma reflexão, em vários aspectos, sobre como é constituída a sociedade ocidental " civilizada", a incomensurável diferença no tamanho da liberdade que temos e na que acreditamos ter( ou somos incitados a crer por motivos óbvios, afinal, ninguém quer o povo ciente da sua condição "afantochada [ existe essa palavra?] e clamando por liberdade de fato. Isso traria alguns problemas para os dominadores vocês não acham?). Quem sabe a partir dessas reflexões nós possamos instaurar conjuntamente um modo de viver realmente civilizado no qual as pessoas sejam tratadas com dignidade e  que além de respeitar umas as outras respeitem  o lugar onde vivem proporcionando o bem-estar, um bem-viver do qual todos possam desfrutar!

Ps: O show de Trumam ( dominação e liberdade) e Nação fast Food ( capitalismo selvagem)são outros filmes, dos muitos, que possuem temática semelhante.

Pronto falei.

Tatiana. 
Homens perdem função cerebral diante de mulheres bonitas


Um estudo realizado pela Universidade de Radboud, na Holanda, e publicado no Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens "perdem a cabeça", quando estão na presença de uma mulher bonita. De acordo com os cientistas, o público masculino usa uma porcentagem tão grande da sua função cerebral ou de seus recursos cognitivos para impressionar a mulher que ficam restritos para realizar outras tarefas, por mais simples que elas sejam.

A pesquisa aconteceu com voluntários heterossexuais que precisavam soletrar um grupo de letras o mais rápido possível. Depois do teste, eles ficavam 7 minutos, em média, conversando com uma mulher bonita e atraente e então repetiam o teste em frente à mulher.

De acordo com os cientistas, quanto mais os homens tentavam impressionar a companheira, menor era a pontuação e a rapidez com que desenvolviam o teste, chegando a um número 30% menor na pontuação. De acordo com os pesquisadores, é possível afirmar que os homens apresentam um forte declínio cognitivo quando estão na presença de uma mulher bonita.

O mesmo teste também foi realizado com o público feminino. Porém, elas não apresentaram uma queda na pontuação e nem na velocidade das respostas dadas na hora do teste.

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