Por que eu amei o filme Malévola

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Oiee gente,

É, faz tempo que eu não venho aqui meter o bedelho em alguma coisa né? Pois é... Mas, eu acho que essa postagem vai ter sequência com postagens mais regulares, já que eu ando com uma enorme vontade de meter o bedelho em tudo ultimamente..

Bem, depois de complementar no item do meu perfil "preferências políticas" com algumas observações acerca da minha preferência eu fiquei pensando algumas coisas com meus botões e resolvi vir aki compartilhar com vocês.. (alérgicos a assuntos políticos, não atendam a voz que agora berra na sua cabeça, freneticamente, pra você correr e fechar esta página. Espere mais um pouco, nem que seja pra dizer que tudo que eu vou dizer é uma grande besteira, talvez seja, mas talvez não...vai saber né?! Afinal, eu tô aqui pra meter o bedelho, não pra estar certa.)

Eu não sei o porquê que quando eu estava fazendo a tal complementação me veio à lembrança a teoria de Rousseau , aquela do bom selvagem lembra?. Bem, se você não sabe bem do que se trata o nome já sugere alguma conclusão, mas, em qualquer caso, essa teoria, trocando em miúdos, defende que as pessoas são essencialmente boas,  que são como "tábuas rasas" em que a sociedade deposita seus conceitos de vida, comportamento, crenças, etc, montando o indivíduo, ou seja, você é produto do meio como outros estudiosos já afirmaram antes, contemporaneamente e depois de Rousseau. Você nasce bom, a sociedade que é a peste da história e pode te transformar em alguém mau. Eu, pra ser sincera, já  fui muito adepta dessa teoria e também concordava com o ilustre autor, mas agora eu confesso a vocês que ela já não faz tanto sentido para mim.

Eu acho que o bombardeio e a preferência da mídia em nos bombardear diariamente com péssimas notícias, de assassinatos, roubos, corrupção, agressões gratuitas, intolerância, e milhares de etc, têm me instigado a pensar sobre a natureza humana. O poder corrompe? #fato, existe condição de miséria #fato, péssima educação #fato. Mas, as diferentes pessoas que vivem nas mais diferentes exposições socio-culturais-financeiras reagem cada um ao seu modo às mesmas exposições. Por quê?  Teoricamente, cada grupo está exposto a uma determinada condição "do meio", mas nem todos reagem a ele da mesma maneira #fato. Se o problema está "puramente" (não sei se ele rejeita as influências da personalidade individual ou se acredita numa personalidade coletiva produzida pela sociedade) na exposição a determinadas situações, por quê há essa diferença na lida com as situações semelhantes? Será que nas comunidades indígenas, por exemplo,  não afetadas pela sociedade moderna inexistem comportamentos repulsivos, maldosos, e sociamente (estou falando da nossa sociedade tah?) não aceito? Será que em pequenas sociedades afastadas não existem pessoas que aproveitam o poder em benefício próprio ou não agem de modo desonesto para conseguir o que desejam? - Vixe, pensar nisso me vez pensar a respeito das concepções de cada palavra dessa (desonestidade, maldade, corrupção, só pra citar algumas) nas diversas sociedades e da mania que nós temos em considerar o nosso certo o dos outros errado (aquela velha história de impor a própria cultura..). Tah, mas saindo dessa discussão, que dá muito pano pra manga, o que eu quero dizer é  sobre uma sociedade em que alguns se dão bem e outros se dão mal, não por mérito - partindo da teoria de que todos têm a mesmas chances de ter meios que lhe facilitem o mérito- mas por interesse de uma elite constituida que é aceita pela sociedade para "produzir a verdade".

Nossa gente, como essa conversa implica em outros fatores paralelos que se forem discutidos se escrevem páginas e mais páginas, numa discussão verbal, dias e mais dias. Eu vou interromper a minha por aqui. Vou ficar aqui só pensando e vocês que pensem mais sobre isso daí. Mas que eu ando insatisfeita com o comportamento da maioria de nós (humanos) aaah isso eu estou. Não suporto mais ver más notícias que evidenciam a natureza má do homem.. Quer saber o pior? Eu ainda sou aficcionada por teorias da conspiração e acredito que toda informação que nós recebemos são minunciosamente selecionadas pra que seja atingido um objetivo maior que é a alienação e a manipulação social , o que teoricamente quer dizer que as piores coisas fogem do nosso conhecimento... Nossa, será que as minhas opiniões são minhas opiniões ou foram plantadas sutilmente pela elite dominadora através dos seus meios de dominação e cabrestagem?? Nossa.. agora fiquei preocupada.. rss
Sabe aquela coisa meio 1984, de George  Orwell ? Não acho aquilo tão fictício assim.. rss

Tah achando que a blogueira enlouqueceu né? hahahahaha . Digamos que eu sou pouco convencional. E outra, eu fiz esse blog justamente pra escrever o que eu penso.. Não dou muita importância pra filtros, já que vivo fazendo isso na minha vida "normal"..(tah, nem tanto, mas com certeza mais que aqui. ^^)

Nossa.. eu penso demais, eu falo demais..


Pronto, falei. Agora é sua vez. ^^

MAS....

Ps.:Se o homem é um ser essencialmente social, e a socidade é que "corrompe" o homem, isso que dizer que a gente não tem salvação?

Ps2.: Se todo homem nasce essencialmente bom, e o homem é quem forma a sociedade, por que ele deixa de ser bom depois que se junta com outros homens essencialmente bons e é incapaz de formar uma sociedade boa e justa como eles essencialmente são?

É só uma coisa que me correu agora..


Pronto, falei. (de vez) ^^ (acabei, juro.. rss)






Olá meus queridos leitores,
Faz um tempinho que eu não dou um descanso a vocês hein? Não publico uma besteirinha pra ajudá-los a não pensar em nossa crítica situação social, mas sinto-lhes informar que também não será hoje. No próximo, prometo.
Então, como vocês notaram esse post foi influenciado pelo último episódio( 25/06/2010) da série "Separação" que passa nas noites de sexta-feira na rede globo que coincidiu com a proximidade do dia internacional de combate contra as drogas, então vamos aproveitar para discutir. Eu não sei se os autores tiveram a intenção de tratar do problema do vício, e se quiseram tratá-lo da maneira que o tratou, mas, se não, foi uma feliz coincidência que eu não deixarei de compartilhar, juntamente com minhas impressões, com vocês. Farei um breve resumo do episódio para localizar a discussão para aqueles que deveriam está fazendo algo mais divertido do que assistir tv numa sexta a noite- que por sorte foi interessante :

a personagem de Debora Block, cansada da vida e do marido, resolve, por conselho de uma amiga, a diretora da escola em que trabalha, adquirir um vicio, que segundo a última  é uma fonte de suportabilidade dos problemas. Ela então resolve beber pinga como meio de suportar as chatices e desilusões da vida. E a história toma um rumo cômico depois disso, típica da série, na qual as personagens se vêem nas situações mais loucas possiveis. Mas a parte que nos interessa é a que o vício é tratado, intencionalmente ou não, como anestésico social, como meio de fuga dos problemas e decepções. A personagem, inicialmente sem vícios, procura como meio de solução o consumo de alcool (no caso, pinga).

 Agora, trazendo a discussão para uma esfera mais ampla, vamos tratar de maneira genérica do assunto acionado pelo episódio da série.
O questionamento que envolve esse post é:

O que leva uma pessoa a buscar o mundo das drogas e a permanecer nele? 

Leiam-se aqui drogas licitas e ilicitas - apesar desta distinção, quem costuma ler esse blog deve concordar comigo, ser meramente de cunho econômico.
Como pode ser notada na síntese, o motivo da busca por esse caminho, protagonizado e representado pela personagem, reflete os motivos catalisadores e  provocadores da decisão de se omitir da realidade através das drogas: exemplificadamente, problemas familiares, de relacionamentos, financeiros, de inserção social, de frustrações de sonhos, de reconhecimento, etc.

Quantas vezes você já não deve ter escutado histórias de pessoas que bebem pra esquecer traições, términos; adolescentes que se drogam pra esquecer problemas com os pais, etc.? Provavelmente muitas. E quantas vezes você já não escutou o discurso de pessoas que se drogam pra curtir uma festa e evitar inibições , e que fazem uso da droga apenas em situações específicas? Talvez tanto quanto, ou até mais, do que os primeiros casos, creio eu. Então, já que percebemos que as drogas agem como meio de escape, como  parte de necessidades- e expressão da fragilidade- no corpo social o motivo de permanecer nela me parece bastante óbvio ( essa questão também responde a pergunta por que algumas pessoas são mais suscetíveis a viciar do que outras) : a manutenção do problema.

Quando o motivo não cessa, se continua a precisar desse  "anestésico social", até chegar ao ponto de você não conseguir mais se imaginar sem a ajuda disso. O que uma pessoa, dependente  de certa medicação anti-depressiva, por exemplo,  lhe diria se você a indicasse uma mudança nas suas relações sociais -atividade ao ar livre, um novo curso, p.e.-  em substituição ao seu remédio? Certamente ela lhe diria que não poderia sequer imaginar a ideia de viver sem eles não é mesmo? E é possível que sozinha ela fracassasse mesmo, a superação solitária , é de fato, muito dificil. Então, o mesmo se aplica a alguém alcoolatra, viciada em academia, em tranquilizantes ou em crack,  p. e. Isso sem citar os suicidas- ou alguém acha que pessoas felizes e satisfeita com a sua vida resolve findá-la? - O que quero dizer é que sem resolver o problema que o aflige, não há como recuperar sua vivência socialmente sadia.

 Aqueles que não viciam facilmente são exatamente aquelas pessoas que não dependem apenas das drogas- visão generica não esqueçam - para satisfazer seus prazeres ou que não precisam delas para se relacionar melhor, ou pra ter maior desempenho em qualquer coisa p. e.. Ou seja, o que se precisa tratar são os problemas das pessoas, o que as levou até lá, e não as drogas em si. Deve ser um trabalho individualizado, pois são motivos desencadeadores diferentes, e não essa simplificação dos sujeitos. O que eles precisam é de incentivo e razões para viver, de soluções para alcançarem a realização e não de ficarem falando o tempo inteiro da sua vida de viciado. O que deveria ser discutido era o motivo que os levou até lá, para que eles tenham a consciência das razões e das suas fraquezas que proporcionaram essa busca pela sua evasão do mundo para que assim possam entender e mudar as coisas.

Por trás de um problema de vicio, normalmente está um problema pessoal e esse é que deve ser atingido e solucionado. Eu não estou dizendo que pessoas viciadas em qualquer coisa não precisam de tratamento, mas que a maneira que oficialmente executam está equivocada. Mais um problema que entra para o rol de paliativas e insuficientes. A razão para não trata-lo de modo correto daria um outro post, mas como posts longos causam calafrios e são repulsivos na comunidade blogueira eu encerro por aqui.

Como vocês podem ver, não se deve subestimar as coisas aparentes inofensivas. Um episódio de uma série que deveria ser unicamente entreterimento cômico se mostrou uma excelente chance de discutir problemas sociais.

Pronto falei, agora é  a sua vez.
;)

Autoridades policiais ordenam o suspeito a colocar a arma no chão e parece que ele está cumprindo e,em seguida, um tiro!
É isso que você vê?
Quer saber como é trabalhar nas ruas nos quais você os enfrenta?
Assista ao vídeo novamente e verão suspeito e sua mão direita, enquanto ele coloca a arma para baixo com sua mão esquerda! O que você não vê, mas o policial atrás do suspeito vê.
Ele vê o suspeito que está puxando uma arma escondida de sua parte traseira da calça com a mão direita.
Apenas um lembrete, o que você acha que você vê em primeiro nem sempre diz a verdade. Assista-o novamente e, novamente, e confira !
Tenho certeza que a maioria de vcs teria pensado em execução e não em legítima defesa. Apenas uma reflexão. Um forte abraço.

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