Por que eu amei o filme Malévola

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Com a licença do "Seu Creyson",

"Povio meu", bem (re) vindo!

Hoje eu vou meter o bedelho bem rapidamente, pelo menos é o que eu pretendo..^^

Bem, depois de um comentário de uma conhecida no  facebook e de tomar conhecimento de uma "lei antibaixaria" que "minha" Câmara votou recentemente eu resolvi vir aqui meter o bedelho no assunto. Que assunto? A MPB (Música Periférica Brasileira).

O comentário dessa conhecida minha, que vamos chamar de A.A., foi referente a uma nova música que anda fazendo algum sucesso aqui no Estado: "Colar de negão, luva na mão, do jeito Michael Jackson. Que estraho hein?" Autor? Magary Lord, uma revelação do carnaval baiano... Bem, essa coleguinha minha, com o perdão da expressão, "meteu o pau" na música e disse que é a maior sandiice, porcaria e demais adjetivos similares.. Que é uma música sem letra, nada com nada.. Essas coisas. Para ser bem honesta, eu já fui do tipo que criticava músicas populares, sem preocupação com a letra e com vasto uso de onomatopéiias e frases de duplo sentido. Na verdade eu ainda torço o nariz para muitas delas, confesso. Mas a questão é que mesmo torcendo o nariz para alguns exemplares da nossa MPB, hoje, eu a entendo de uma maneira mais "carinhosa" digamos assim..

Eu percebi que a MPB em questão é um retrato de uma sociedade, não só a MPB, mas qualquer tipo de música. Ela reflete a realidade e o cotidiano de um grupo social e é mera ilustração dela. Analisando o teor das "letras" você consegue, com algum sucesso, fazer um retrato sócio-cultural de um grupo. O que pode ser muito interessante. Além de uma análise "literária" das músicas populares, eu acho interessante observar os elementos de ritmos e mistura de sons, típicos desses grupos, como outro elemento importante de análise. No caso citado, Magary Lord, apesar da letra não ser nenhuma obra prima, o cara apresenta um ritmo diferente para as pessoas: o black semba, e isso é formidável como riqueza musical, a mim pessoalmente, me agradou muito. Com referências claramente africanas, esse ritmo envolve e mexe com os sentimentos e emoções das pessoas. E até onde eu sei, o que não quer dizer muito, é este o objetivo da arte em geral: tocar o ser humano e lhe despertar emoções.

Vejamos uma análise rápida de como a música é reflexo de um povo:

Os artistas que viveram em época da ditadura tinha a liberdade como um dos seus mais recorrentes temas,  que nos diga Rauzito com  sua sociedade alternativa e seu sutil "sapato 36". Cazuza e sua "Ideologia" e "O tempo não pára" que denunciavam a corrupção de um país e refletia uma geração que estava quase perdendo seu poder de luta política. Gabriel, o pensador e sua denúncia de Brasil com sua "Pátria que me pariu". E por que não Racionais Mc's e seu "Diário de um detento" que mostra a realidade dos condenados,  Michel Teló, com seu "Ai se eu te pego" e o clima de total despreocupação político-social e amplo interesse nos assuntos "pegatícios", e Cidinho e Doca com seu "Rap das armas" e a realidade da favela, assim como fez Noel Rosa, que em suas canções ilustrava a vida boêmia e Bezerra da Silva e a malandragem e a vida na favela da sua época..

A música é como um livro, para que você possa fazer uma interpretação correta do conteúdo, você precisa conhecer um pouco da vida e do contexto histórico do autor, senão fica comprometida a leitura. O problema é que tudo que é do gueto, do povão, é dispensado como se não tivesse valor nenhum, o que não é verdade. Música clássica e um solo de guitarra não dizem nada , mas agradam alguns, por quê? Não mexem, assim como as outras vertentes, com as emoções? E por que não são negligenciadas? Pode ser meu caro leitor,  porque ela foi imposta de cima para baixo, e isso aqui no Brasil tem grande importância. Afinal, "todo mundo quer ser chique e sofisticado".

Muitas pessoas, por exemplo, repudiam funk, acham uma baixaria só, mas adoram as musiquinhas do 50Cent, por exemplo. Por que? Porque é "international baby",  o ritmo é empolgante e tudo que é gringo aqui, ainda, tem grande valor. As letras do 50Cent, na maior parte,  não devem nada aos pagodes baianos e funks cariocas, só para citar exemplos. (Isso sem comentar as doidices de Lady Gaga que fazem um estupendo sucesso ..)

Quero deixar claro que nem toda espécie de MPB eu gosto, nem ninguém é obrigado a gostar de tudo, afinal, cada um se sente tocado por uma coisa. A questão aqui é respeito e mudança de foco no tratamento das MPBs. A individualidade é responsável por fazer você se agradar de umas coisas e de outras não. O que eu quis colocar em questão neste post é que toda expressão musical tem seu valor e deve ser olhada com mais atenção e senso crítico e não apenas ser rotulada como lixo, com simples repressão impensada, fundada na aceitação de verdades impostas pela elite. Conheça a si mesmo, aceite com honestidade o que te toca e seja feliz. Admita do que você gosta e por que gosta sem temer "pertencer aos perdedores" por causa de uma preferência musical ( e de tantas outras coisas..). Muitas vezes permitimos que a sociedade nos "construa" e esquecemos de olhar dentro de nós e descobrir quem realmente somos.

Pensei que seria mais breve.. mas vocês sabem né? Eu falo demais.. ^^

Pronto, falei. Agora é sua vez.

Gentee,

Como diria Cazuza "Eu vejo o futuro repetir o passado". Hoje eu vou mostrar como Cazuza tem tudo a ver com o filme "As bruxas de Salém", mas antes eu queria confessar uma coisa..

Aii, eu adoro esse blog por que aqui eu posso falar qualquer insanidade. Por que aqui eu posso colocar minhas impressões a respeito do mundo e de tudo que há nele.

Então, eu vim aqui só comentar sobre o filme. Não resisti. Tenho que comentar com vocês.

Se você já assistiu e só viu uma história sobre bruxas eu recomendo ler esta postagem e perceber algumas "coisitas más" (pode usar o "más" nos dois sentidos da palavra) depois de ler isso você vai se sentir assitindo a outro filme.

Primeiro, eu quero dizer como eu fiquei chocada com a história do filme. Não por causa das "bruxarias", mas em como as pessoas são capazes de ser absolutamente más para conseguir o que desejam. Depois eu fiquei pensando em como nossas crenças nos "encabrestam" e até onde uma pessoa pode ir para sustentar uma mentira, uma situação, uma posição ou simplesmente para não voltar atrás numa decisão antecipada e errônea e parecer fraco e o estrago de tudo isso.

O filme antes de falar de bruxas e similares trata de valores, de moralidade e de conveniências; em como nossas decisões são carregadas de parcialidade; em como só conseguimos ver o que queremos e diante desse desejo procuramos inúmeras justificativas para explicá-las, mantê-las e defendê-las como corretas.

Outra coisa interessante é como é atual, contemporâneo e corriqueiro. Em como o poder subjuga e obriga a aceitação. Aqueles condenados a forca, podem ser perfeitamente análogos aos mais vulneráveis no nosso tempo, aqueles que precisam ceder ao sistema para sobreviver, aqueles que são apontados como indesejáveis por que a elite se incomoda em dividir o mesmo espaço e que, às vezes, essa mesma elite procura meios de tirá-los de circulação fazendo falsas acusações e propagando mentiras que são aceitas e promovem uma ação de repulsa a essas pessoas que são indiscriminadamente rotuladas e combatidas. Me lembrou o policial corrupto que planta uma falsa prova por que isso lhe é interessante. Me lembrou as pessoas que espalham mentiras pra prejudicar um colega de trabalho, um vizinho por que isso pode lhe trazer benefícios. Me fez pensar na inveja, na maldade, na deslealdade, todas em nome de um objetivo. Mas também me fez pensar em como existem pessoas que se mantêm íntegras e que não se deixam abater por um sistema opressivo e manipulador. Me fez pensar em pessoas que ainda conservam a integridade, a dignidade, que dão valor a sua honra.

É um filme excelente. Se você já assistiu e só prestou atenção na historinha de bruxa eu recomendo que você o veja novamente e perceba outros aspectos embutidos no longa que traz Winona Rider no papel principal. Tenho certeza que vai ser uma experiência muito interessante.


Pronto, falei. Agora é sua vez.





Eu estava morrendo de saudades de ser blogueira gente! E não é só o contrato do Ronaldinho Gaúcho com o Flamengo que tem hora pra acabar, mas também meu jejum  e ele se encerra agora [ estouros de fogos]. E não vou voltar só pro meu querido Abrindo a Cabeça mas para meter o bedelho nos blogs dos meus companheiros blogueiros a torto e a direito como eu adoro fazer sempre.

Para abrir o verão do blog eu vou poupá-los  de um primeiro reencontro [ de novo] polêmico [ do jeitinho que a gente gosta]. Vou tratar de uma coisa que eu andei futucando na net essa semana e que achei muito legal. Confesso que fiquei horas olhando o tal site e espero que desperte o mesmo interesse em vocês já que eu não tô afim de fazer uma postagem chata que o povo chega nos comentários e sentencia " muito legal o blog",  ou pior provocar o desinteresse dos meus leitores! =0 

Então, eu vou deixar de suspense e dizer logo do que se trata a postagem. Olha só que coisa mais desconexa mas que faz todo sentido: no meio de uma conversa no meio da praia surgiu aquela clássica pergunta  "por que a água do mar é salgada?" aí quando eu cheguei em casa eu resolvi pedir uma iluminação do St. Google. Ele me indicou o site da revista Mundo Estranho (ME) aí de lá eu fui vendo outras curiosidades e tals. Aí de repente [depois de o que é macumba, quais os santos mais pecadores da história, depois de descobrir que são longuinho foi o soldado romano que  enfiou a lança em Jesus já crucificado - lembram? e outras bizarrices mais , eu cheguei a uma curiosidade que explicava o por que de tanto Silva, Santos e Souza no Brasil. Daí ele citaram por alto um autor de um livro chamado o "Dicionário das Familias Brasileiras" [ou qualquer coisa assim] que trazia a origem e até os ascendentes que trouxeram o sobrenome pro Brasil. Eu não achei o tal livro online, mas encontrei outro site bem divertido pra bisbilhotar, o Benzi Sobrenomes, e fiquei olhando a origem do sobrenome de todo mundo que eu conhecia e conseguia lembrar. Além disso eu aprendi como foi que surgiu o hábito de dar sobrenomes as pessoas, que primordialmente nada mais era do que uma referência para identificação da pessoa. Tipo pessoas que tinham o mesmo nome [ Tereza por exemplo] eram identificadas por nomes que as individualizavam [ a loira, a ruiva, do rio, do monte e assim vai ].

Mas vamos aos finalmente? Já estava na hora de parar de enrolar vocês com minhas histórias né? Então, vamos deixar de conversa e ver a origem de alguns?

Almeida - Sobrenome português, sua origem vem do árabe a ( al ) mesa ( meida ), em sentido geográfico seria " planalto ou chão plano ". Descendem os Almeida de D. Fernão Canelas, senhor das Quintas do Pinheiro e Canelas, pai de João Fernandes de Almeida. Procede tambem desta família Egas Moniz, conquistador de Almeida, da qual um de seus filhos tomou o nome pôr sobrenome. 

Santos - Sobrenome portugues de origem religiosa cristã, seria a abreviação de " Todos os Santos ", refere-se a esta comemoração da igreja catolica. Na epoca em que se começou a adotar sobrenomes, este nome era dado inicialmente às pessoas que nasciam em 1º de novembro, Dia de Todos os Santos. Outra origem é a referência geográfica à região de Sierra de Los Santos, na Andaluzia. Em sua linha sacerdotal, destaca-se o padre mineiro João Pedro dos Santos, que ao morrer, em 1850, reconhecera sete filhos. O nome Santos também foi adotado por judeus obrigados a se converter, os cristãos-novos. Tal sobrenome possui variações em diversas linguas, Frances: Toussaint, Italiano: Sante ou Santoro.  

Ramos - Sobrenome português provavelmente de origem cristã, refere-se a festa de ramos os domingo de ramos, em um documento de 1693 foi registrado um certo Plácido de Ramos, comprovando o uso deste sobrenome, no mínimo desde esta época, na idade antiga era comum algumas famílias adotarem nomes que, de alguma forma homenageasse a igreja católica, firmando sua posição de católicos praticantes e na esperança de trazer bons fluidos para a família. 

Ribeiro - Sobrenome português classificado como sendo um toponímico pois tem origem geográfica, significaria "riozinho". A família Ribeiro de Portugal é de origem nobre, Ribeiros e Ribeiras, ao que parece são a mesma família. Procedem de el-rei D. Ramiro, ultimo de Leão e há em Castela ( Espanha) deste apelido casas muito principais.

O seu não está aqui? Eu suspeitei... Por isso mesmo eu vou disponibilizar o site pra vocês conferirem o de vocês AQUI.

Eu achei legal por que nunca havia pensado no sobrenome assim, com um significado, só como sobrenome sabe? Imagina, quem já se viu como Marina da selva ou como Antonio do mar por exemplo?  Vocês me entendem né? Tah, eu sei que sim. ^^


Comentem depois de  ter visto o sobrenome de vcs. Vai ser mais divertido. 

Então, por hoje é só.

Pronto falei, agora é sua vez.




Olha mais uma notícia polêmica chegando aí gente!
È verdade, devo confessar que tem uma fofoca quentíssima para espalhar, mas provavelmente vocês já devem ter escutado um murmurinho por aí  a respeito da postagem de hoje. Caso ainda não estejam sabendo, é a minha função jogar o assunto na roda de conversa e incitar o debate, ou seja, leiam , apreciem, concordem ou discordem, espalhem, discutam, se revoltem, faça uma revolução se assim o quiser, o que não pode é ler e deixar o assunto morrer sem amadurecer a ideia, afinal, ouvir as opiniões de outras pessoas é a maneira mais fácil de você sustentar as suas opiniões, além de verificar onde elas são frágeis e com isso ter uma ideia fundamentada de tudo que se passa ao seu redor, até por que sabemos que tudo que é discutido na política afeta, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente as nossas vidas. A história é feita de ações e omissões. Na primeira você a faz, na segunda você a assiste. Então eu proponho que ao invés de discutir o ultimo capítulo da novela, você introduza o assunto com sua amiga, vizinha, colega, etc. O que não quer dizer que você o faça depois se assim ainda o quiser.
Então, vamos deixar de suspense e partir para os finalmente.
 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de emenda à lei  12.004/09 prevê a presunção de paternidade diante da recusa, do suposto pai e estende aos familiares a realização do exame caso o suposto pai se recuse ou não possa ser encontrado para fazê-lo,  e no  caso da recusa do primeiro ou ocasionalmente do segundo  será presumida a paternidade. Agora, a matéria será apreciada em plenário, mas ainda não foi escolhida uma data para a deliberação.
 O  centro do grande impasse que está gerando a polêmica  entre os interesses dos “ não reconhecidos” e  a recusa do suposto pai a fazer o exame de dna é, na verdade, o embate entre dois princípios: O   princípio da garantia da paternidade responsável, corolário do princípio da dignidade da pessoa humana, e  o direito à intimidade e intangibilidade do corpo humano além de não ser adequado obrigar alguém a produzir provas contra si mesmo. Apesar da recusa ser direito do acusado, baseado na não obrigação de produzir provas contra si mesmo, este direito lhe direciona à uma culpabilidade presumida, cabendo a ele, apenas, produzir provas em contrário, ou seja, realizando o exame e provando não ser ele o pai, o que não me parece justo, já que está de alguma maneira impedindo-o de exercer um direito. Por outro lado, não me parece justo que uma pessoa deixe de ser reconhecida, direito que também tem, baseado no principio da garantia da paternidade responsável, além de uma série de consequências advindas deste reconhecimento ( heranças, responsabilidades, etc). No caso de solicitação ao mesmo a comparecer para realizar exame de DNA , não vejo o por que da recusa, exceto pelo seu direito de não fazê-lo, já  que a certeza de não paternidade deveria causar-lhe alívio, afinal, por que se negar se tem-se certeza do resultado negativo? No caso de morte poderá exumar-se o corpo, mas em caso de desconhecimento do paradeiro, o que fazer? É razoável que se introduza a família nesta questão? E este é o ponto, creio eu, mais polêmico da situação jurídica. É claro que os familiares não podem ser obrigados a realizar o exame,  tendo em vista que nem mesmo o acusado o é, mas como fica o interesse do “ não reconhecido”? Diante da recusa dos familiares, ele não disponibilizará de meios eficazes para provar a  paternidade, o que não significa que ela não exista. Afinal, sabemos que um razoável número de pessoas são frutos de relações sem vínculos afetivos e de encontros únicos ou de relações ocultas. O que fazer então nestes casos?
Em se tratando da presunção diante recusa dos familiares, alguns defendem o caráter personalissimo da “obrigação” não admitindo a transferência dela para pais, irmãos, filhos, etc. Mas aí eu me pergunto: “ Não é obrigação de todos servir ao principio da dignidade humana, já que este é o principio que rege toda a nossa Constituição?”   Mas por outro lado, não acho razoável presumir paternidade diante da recusa familiar em colaborar  com o processo de investigação ao mesmo tempo que percebo que essa não colaboração inviabiliza a comprovação e assim ceifa  direito de terceiros que adviriam da comprovação, o que também não é justo nem constitucional.  Como não há hierarquia entre os princípios e os direitos, eu realmente não sei exatamente o que defender, já que sinto que ao defender qualquer uma das teses, vou de encontro ao direito e a justiça. E você? O que você acha sobre isso ? Agora é sua vez de meter o bedelho e colaborar com a fundamentação ou com a extinção, ou não , de dúvidas suas e alheias... Coloque a boca no trombone e faça barulho.

Pronto, falei. Agora é a sua vez.

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