Quanto tempo hein? Minha volta tem como razão algo que vai dar um post bem bacana. A grande verdade sobre essa prolongada ausência é que nada que eu lia, ouvia, assistia provocou uma vontade de escrever, compartilhar. Talvez por algo subjetivo, talvez por não ter sido nada de muito interessante.. Mas, como vocês podem observar isso passou. Na sexta –feira eu tive acesso a um vídeo muito legal e ele me animou bastante a voltar. Eu sentir uma enorme vontade de meter o bedelho e vir aqui pedir pra vocês meterem o bedelho também! Quem gosta de uma boa encrenca, histórias conspiratórias e um bom debate sobre religiões não deixem de conferir essa postagem.
Então, na sexta-feira eu assisti a um vídeo no youtube que realmente segurou minha atenção: Zeitgeist [A Farsa do Jesus Histórico], e depois, como boa aspirante a jurista, eu assisti o Zeitgeist – Refutado.
Deixe-me falar inicialmente do primeiro. O zeitgeist, a farsa do Jesus histórico, trata da, segundo eles, criação do mito Jesus Cristo e a real intenção desta criação. Ou seja, defende que Jesus Cristo nunca existiu e que não passa de uma estória fictícia para ter-se o controle social, a manipulação das massas. Afirma que Jesus é mais um mito, mito aliás plagiado das religiões antigas e pagãs, em outras palavras, a estória de Jesus é uma série de compilações de outras estórias pagãs altamente ligadas a natureza e a astrologia. O vídeo faz relações entre outros deuses nascidos de virgens, com seguidores, mortos e ressucitados. Esclarece a origem desses mitos e as relações e heranças da astrologia, base das antigas religiões pagãs, dentro do cristianismo. (só os esclarecimentos sobre sob que circunstâncias nasceu as primeiras religiões já vale o tempo).
No zeitgeist refutado, é claro que, eles tentam desmentir e até desvirtuar as fontes e informações. A primeira parte já é bem desestimulante. Eles não dão muitas informações úteis ou consistentes, mas não façam como uma boa parte das pessoas que desistiu ali mesmo, na primeira parte. Não liguem muito para os comentários e continuem assistindo para tirar suas próprias conclusões. Apesar dos argumentos simplistas um olhar mais atento pode notar muitas informações importantes.
Bem, a conclusão a que eu cheguei é a de que Jesus existiu, mas não existiu como tradicionalmente conhecemos( o que eu já suspeitava até mesmo antes de assisti o documentário). O Jesus Cristo criado pela Igreja , este sim, é o colocado a prova por zeitgeist, apesar dele colocar a própria existência de Jesus em questão. Mas enfim, eu cheguei a conclusão de que o homem, Jesus Cristo, existiu mas a maior parte do lado divino e até exotérico da estória foi criada, no meu entendimento e partindo da certeza da manipulação dos escritos por toda idade média, desde a criação do cristianismo, de fato baseada nos antigos mitos e crenças pagãs justamente para serem melhor aceitas pelos pagãos que a Igreja deseja converter e com isso controlar. Método esse que foi reutilizado na conversão dos escravos, com as associações dos orixás com os santos católicos o que facilitou sua conversão.
Resumindo, o Jesus criado pela Igreja, este sim foi produzido visando o controle social e a ascensão ao poder. Tenho consciência de que uma opinião final só poderia ser possível caso tivesse acesso aos mais diversos documentos originais ou no dia em que inventassem a tal máquina do tempo. Mas enquanto isso não acontece a gente vai achando as coisas...
Zeitgeist
Zeitgeist - refutado
Qualquer dia desses eu faço uma postagem falando sobre minhas impressões a respeito das religiões..
Virtuosíssimos leitores e pacientes visitantes, tenho um notícia para dar a vocês: foi sancionada a lei nº 12.258 . Aí vocês me perguntam : "Sim, agora traduz. O que essa lei diz?" E eu vos respondo: a distribuição de pulseiras e tornozeleiras. Achou estranho? Está pensando que é algum tipo de gracinha? Que nada, é sério mesmo, mas talvez eu precise ser mais explícita a fim de desfazer seus pensamentos, férteis que só eles, a respeito do assunto. Não é como você deve ter imaginado, alguma coisa do tipo de Lula sair distribuindo pulseiras super modernas por que pretende paparicar o povo dessa pátria mãe gentil, influenciado pelo último desfile da SPFashionWeek. A história é outra, repara só no que eu vou te contar.
A lei nº12.258/09 com o próposito, divulgado, de modernizar o sistema carcerário do Brasil resolveu adotar o sistema de monitoramentoeletrônico à presos em regime semi-aberto e aberto nas penintenciárias de todo o país. Se você ficou contente, eu aconselho que espere o fim da matéria para comemorar, depois de juntos fazermos algumas reflexões.
Então, como eu ia dizendo o sistema passa por testes em 22 estados brasileiros mais o DF, mas, para variar, já foi levantado alguns problemas ( ôo novidade né?!).
Resumindo: presos no sistema semi-aberto e aberto serão agraciados com pulseiras ou tornozeleiras que lhes irão monitorar, teoricamente, impedindo que ocorram fugas durante as saídas temporárias. Sua remoção, danificação, violação ou a modificação no equipamento, ou melhor, nas super fashiontornozeleiras e pulseiras surtirá na imediata regressão do regime ( ou seja, ele volta para o regime fechado, retornando ao estado de recluso ou detido), revogação da autorização da saída temporária e da prisão domiciliar. Mas o sistema ainda carece de regulamentação, o que dá margem a muita arbitrariedade e ocorrência de erros.
Eu, cá com meus botões, estive levantado alguns questionamentos:
1. A medida não é um reconhecimento do fracasso do sistema, que é incapaz de devolver a sociedade pessoas reabilitadas, já que precisam monitorá-las por receio de fugirem ou cometerem outros delitos?
2. Já que eles não acreditam na reabilitação do preso, quem garante que após passado o tempo de pena assistida, essa mesma pessoa não voltará a delinquir? Teremos segurança apenas enquanto durar o monitoramento? É isso?
3. Surge aí, depois do apadrinhamento à faculdade de estudantes de direito e medicina para o serviço ao crime, o apadrinhamento a estudantes de tecnologias da informação para possível manipulação do sistema, já que é tudo informatizado, uma espécie de safra de hackers à serviço do crime?
4. Esse sistema não irá ferir a dignidade do preso? Afinal, ele será ridicularizado, exposto à humilhações, constrangimentos, discriminação e isso sem falar à violência, por que, sinceramente, não me surpreenderia que algum grupo de pessoas resolvessem linchá-los. E isso tudo não contribuiria para a maior dificuldade na sua real ressocialização, o que seria um meio de colaborar com a sua reincidência?
5. E quem vai monitorar esse povo todo e garantir a eficiência do sistema? ( afinal, em dez/09, segundo o infopen, haviam no sistema carcerário 152.612 presos provisórios, 66.670 no regime semi-aberto e 19.458 no regime aberto, o que contabiliza o monitoramento de, nada menos que, 238.740 em todo país).
A falta de regulamentação não permite saber coisas básicas tais como quem poderá, ou não, ser beneficiado com o sistema, que tipo de crime está inserido ou excluso de participação no novo método. O que é muito preocupante já que todos sabem das condições das nossas penitenciárias super lotadas e do desejo de "dar lugar a nova remessa de presos".
Sinceramente, eu ainda não sei o que pensar sobre a implantação, mas se realmente forem implantar só sei que são necessárias melhorias essenciais antes de ser efetivamente implantado. Isso sem falar que é apenas mais um meio de não resolver o real problema. Entra para a coleção mais uma peneira para tapar nosso sol.
Assista aqui uma matéria da tv justiça sobre as condições do sistema prisional, vale muito a pena assistir.