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Oi gente! Como eu ando meio CDF(obrigatoriamente) esses tempos eu resolvi compartilhar com vocês tudo de interessante que eu lê e todas as resenhas e textos que escrever. Nada pessoal, sempre assuntos relacionados ao cotidiano e a atual situação brasileira. Bem, hoje eu começo com um texto que eu li na Revista Carta Capital. É sobre um comentário(bem grosseiro por sinal) do atual governador do MS sobre a política limitadora ao cultivo de cana-de-açúcar em terras sul-matogrossenses adotadas pelo atual ministro do meio ambiente. Confiram . O governador das cavernas -25/09/2009 12:20:38 Na história recente do País, são raros os lances edificantes nas discussões públicas entre ambientalistas e lideranças ligadas ao agronegócio. Não é raro o debate descambar para ataques pessoais despropositados. O episódio protagonizado na segunda-feira 21 pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), contudo, atingiu o fundo do poço. Além de chamar o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de “veado fumador de maconha”, o governador acrescentou que, caso o encontrasse pelas ruas da cidade, o “estupraria em praça pública”. Os comentários foram feitos quando Puccinelli falava a empresários em Campo Grande, capital do estado, e criticava o zoneamento do cultivo de cana-de-açúcar no território nacional, decidido pelo governo federal recentemente. Quem conhece o governador, no entanto, não se surpreendeu. Em seu currículo constam outros dois episódios igualmente lamentáveis. Em abril, Puccinelli disse ter levado “várias vezes os petistas para o motel, para o motel eleitoral”, insinuando que alguns o criticariam apenas em público. Em outra ocasião, sugeriu aos PMs que atirassem em bandidos “para matar”. No ataque a Minc, Puccinelli escancarou não apenas o seu preconceito rancoroso, mas certa tradição nacional de considerar os crimes sexuais como menos graves. Quem não se lembra da frase do ex-governador paulista Paulo Maluf, “estupra, mas não mata”? Diante do comentário pusilânime, o ministro Minc reagiu igualmente com o fígado. Com referências às teorias freudianas do inconsciente, sugeriu ao governador que “saísse do armário com tranquilidade”, assumindo o que seriam instintos homossexuais reprimidos, os quais, na leitura que o ministro faz de Freud, explicariam tamanha truculência. Além de constranger a parcela esclarecida da população sul-mato-grossense, Puccinelli e seus comentários engrossaram a voga homofóbica, que no ano passado resultou no assassinato de 190 cidadãos no País, de acordo com a ONG Grupo Gay da Bahia. Na quarta-feira 23, Puccinelli divulgou um comunicado, pedindo desculpas e lamentando “a conotação de ofensa dos seus comentários”. Não convenceu.

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(retribuo comentários bem feitos- afinal,se vc escreve bem aqui, escreve bem lá. ;)

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