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O que foi isso no STF ontem? Menino(a), você viu que bafafá?! Os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes só faltaram atracar-se! O episódio não foi de todo lamentável... Acredito que ao expor sua opinião e "desafiar" a autoridade e a "submissão"(que se deveria ter segundo os processos históricos no Brasil) ao presidente da corte demonstrou que não é unânime a decisão de " deixa como é que está para ver como é que fica" que se submete os homens públicos em prol da aparente sincronia dos três poderes e da defesa dos seus interesses, a concordar ou não institir em defender um ponto para não demonstrar discordância e falta de união do grupo para "fazer bonito" diante da opinião pública. Ainda mais agora que qualquer pessoa com acesso a TV por assinatura pode assistir as reuniões da corte e do congresso. Isso faz com que se pondere mais, se contenha mais e fica difícil esconder as decisões como era antigamente no Brasil. Esse BBB político-judiciário, como na versão original, faz com que as mentiras fiquem mais difíceis de esconder, ainda mais quando alguém resolve expôs-las. Contornar ao vivo com a observação dos telespectadores é muito mais complicado que colocar "panos quentes" em encontros sigilosos. Na verdade a maioria da população, pelo que nota-se na Internet,se sentiu representada pelo ministro Joaquim Barbosa. Afinal ele foi a voz da indignação, da não aceitação dos processos realizados e da postura do supremo, não fez parte do "pacto de aceitação" e quis de fato dizer o que pensa mesmo que isso não fosse harmônico com a fala do "chefe". Uma coisa não se pode negar: coragem ele teve. Não é todo dia que se ver alguém enfrentar um indivíduo tão poderoso e ir de encontro às convenções que se estabelecem entre os membros do conselho. Apesar que diante da posterior confusão o foco foi todo direcionado para a discussão e poucas pessoas sabe o motivo do impasse se baseando para "tomar partido" nas antigas atitudes do presidente do supremo, nada aceitáveis, como a soltura de Daniel Dantas. Ficou- se a impressão da batalha bem x mal protagonizadas por Joaquim e Gilmar respectivamente. Agora diante da "crise" os 8 ministros presentes resolveram escrever um documento em que apóiam a "continuação das maquiagens" em benefício da boa imagem do STF. Tudo bem que a situação deve ter sido constrangedora para Gilmar Mendes visto que a sua autoridade e competência foram questionadas pelo ministro Joaquim Barbosa e pior,todo mundo tomando conhecimento! Mas olhando por um lado otimista concordo com o presidente da República Federativa do Brasil, foi uma demonstração de democracia o fato de os dois terem voz e mesmo que divergentes e poder defendê-las. Apesar que o que mais se viu depois que começou a confusão foi o pedido de respeito. Mas olhando o motivo inicial da discordância trata-se de um lado positivo. Isso sinaliza que:
  • Nem tudo está perdido, pois as três esferas do poder nacional não se organizam homogeinamente, como uma quadrilha organizada;
  • Não se pode fazer o que se bem entende em benefício da classe ou de terceiros ligados a classe por que alguém irá intervir, ou por motivos pessoais ou por comprometimento aos interesses da sociedade, o que deveria ser uma postura generalizada;
  • E enfim mesmo que se tente "afabar o caso" a divulgação na mídia do ocorrido já leva à reflexão sobre como está o andamento da realidade político-judiciaria do país.
Os escândalos não param, mas agora, pelo menos, sabemos mais do que sabíamos antigamente e isso pode desencadear uma reação. Saber quais decisões são tomadas por quem foi nomeado pelo povo, ou os que deveriam viabilizar o melhoramento da vida social promovendo justiça logo segurança, é importante para saber como eles trabalham pois suas escolhas afetam direta ou indiretamente as nossas vidas. Se já tiramos um presidente do poder com a força da voz por que não podemos nos manifestar e demonstrar a nossa insatisfação com a postura dos teoricamente nossos representantes em Brasília e quem sabe mudar o rumo das coisas elegendo pessoas que trabalham pela população e não se apossam do cargo para ter privilégios e abocanhar o dinheiro dos impostos para fazer farras e investimento pessoal e familiar.

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